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Escola EB1
Espírito Santo |
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ACTIVIDADES - 1º PERÍODO

O início
do ano lectivo teve lugar no dia 15 de Setembro de 2009.
Houve uma recepção aos novos alunos com actividades no salão
e jogos no pátio; sortearam-se os padrinhos entre os alunos
do 3º e 4º anos e os afilhados do 1º ano e no final
guloseimas para todos. Como na escola não se aprende só a
escrever, a ler e a contar, houve várias actividades ao
longo do 1º período. A semana Europeia sem carros, serve
para melhorar a qualidade do ambiente, reduzindo a poluição
atmosférica e sonora. Foi organizada por toda a Europa, em
várias cidades e em dias diferentes. Na Guarda foi escolhido
o dia 19 Setembro, com o lema “ Na Guarda guardo o meu
carro”.
Ao longo
deste primeiro período todas as turmas da nossa escola
usufruíram de aulas de natação promovidas pela Câmara
Municipal.

O Dia da
Alimentação foi comemorado a 16 de Outubro: fizeram-se
pesquisas, cantaram-se canções, fez-se a roda dos alimentos
e viram-se filmes.
A Prevenção Rodoviária teve lugar em Novembro. Veio à nossa
escola, um membro do Segurança Rodoviária da Guarda. Os
alunos puderam relembrar regras e sinais muito importantes,
para poderem circular em segurança na via pública. O dia do
Encontro com a ilustradora Danuta Wojciechowska na
Biblioteca Rui de Pina na EB1 de Lameirinhas, foi muito
interessante. O Dia do Não fumador também foi assinalado a
17 de Novembro, os alunos do 3º e 4º anos pesquisaram e
fizeram trabalhos.
Como vem sendo hábito, e para que a tradição não se perca,
também se fez o magusto e falou-se no S. Martinho.
A festa de Natal, teve lugar a 18 de Dezembro. No período da
manhã tivemos a visita de membros da Junta de Freguesia de
S. Vicente. Houve animação e também veio o Pai Natal que
distribuiu as prendas oferecidas pela Junta de Freguesia.

A parte
cultural da nossa festa teve lugar às 15h, aberta aos
encarregados de educação. A festa foi apresentada por dois
meninos. Pudemos ver e ouvir a história de Natal com Nossa
Senhora, S. José e o Menino Jesus. Os Pastores e os Reis
Magos vieram visitar o Menino Jesus. Houve também canções,
teatros …
No final, numa das salas de aula, houve lanche partilhado,
para todos os presentes. Para isso houve a preciosa
participação dos encarregados de Educação.
Todas as actividades correram muito bem e os alunos
mostraram-se muito motivados e interessados. Foram atingidos
os objectivos que nos propusemos.

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Visita ao Centro Histórico
No dia 3 de
Dezembro a turma do 3º e 4º ano foi visitar o centro histórico
da Guarda.
Iniciamos pela Porta de El-Rei que fica na rua de S. Vicente
perto da nossa escola.
Passámos pela judiaria que eram casas dos judeus. Estavam todas
juntas e feitas em pedras.
De seguida fomos à igreja S. Vicente, passámos pela rua D.
Sancho I, onde vimos a casa da sua amada Ribeirinha e onde
estava escrito:“Ai muito me tarda o meu amigo na Guarda”.
Logo de seguida passámos pela Porta do Sol, seguimos á porta dos
Ferreiros na torre dos Ferreiros.
A seguir fomos à Praça Velha, onde pudemos ver a Sé Catedral e a
estátua do D. Sancho I. Na estátua estava escrito “D. Sancho I,
segundo rei de Portugal 1185-1211, concedeu o foral a 27 de
Novembro de 1194”.
Vimos também o Solar do Alarcão com uma capela onde se casou D.
Pedro e Inês de Castro. A seguir vimos a Torre de Menagem.
Também fizemos trabalhos sobre os monumentos da Guarda, para
participar num concurso da Câmara Municipal.
(Cláudio Martins – 4º ano turma D21)

Desenhos feitos no Paint pela Micaela, Mafalda
Inês, João Cariano , Cláudia |
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Lenda da Guarda
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Há muitos, muitos
séculos nas Terras que hoje são o Concelho da Guarda, deu-se uma batalha
entre o Rei das Astúrias e os Maometanos. Entre os soldados andava uma
valente guerreira chamada Ana, mas ninguém sabia que ela era uma
rapariga. No final da batalha, o rei quis saber quem era o soldado muito
ágil e bravo. Dirigiu-se ao fidalgo Menendo Peres para lhe perguntar, o
que o deixou muito atrapalhado porque esse soldado era sua filha.
O pai da Ana pediu perdão ao Rei, mas explicou-lhe que a filha não tinha
mãe e que ela o amava muito.
O rei foi ter com Ana, conversou com ela, perdoou-lhe a desobediência e
percebeu que ela gostava dele. Como estas terras precisavam de guarda,
entregou-as à guarda de Menendo Peres e da sua filha, ao mesmo tempo que
lhes prometia construir ali um Castelo, onde ele viria muitas vezes ver
a sua… (amada).
E assim nasceu a nossa cidade! É uma bela história de amor!

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1º Ano |
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2º Ano
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A alimentação
O nosso corpo
para crescer tem que se alimentar.
Para o nosso crescimento ser saudável, precisamos de uma alimentação
saudável.
Para termos uma boa alimentação devemos comer: muitas verduras, fruta
variada, muito leite, pão, arroz, massa, carne, peixe e ovos.
Não devemos abusar das gorduras nem dos doces.
Se não tivermos cuidado com a alimentação podemos ficar obesos.
A nossa escola também comemorou este dia, com várias actividades.
Texto
colectivo dos alunos do 2º ano turma B19 |
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3º Ano
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“A Terra do Crescer Bem”
Um
dia uma menina estava, na mercearia quando ouviu um barulho.
Ela achou que vinha, do canto dos legumes.
O barulho era da caixa das cenouras.
Parece que ela tinha um segredo para os meninos da idade dela.
Júlia tinha a sensação que a cenoura era mágica. Na terra da Júlia não
havia muitas como aquela, mas, de onde vinha aquela cenoura, eram todas
como ela.
A cenoura vivia “na terra de crescer bem”.
Ela tinha crescido e foi para a mercearia da Júlia, porque também queria
fazer parte da alimentação das pessoas.
A Júlia combinou com os seus amigos irem com ela à “terra do crescer
bem.”
Para eles chegarem tinham de seguir até ao fundo da rua, a seguir viram
à esquerda e procuram um portão verde, a senha era “queremos crescer
bem”.
Encontraram o portão, disseram a senha: -“Queremos crescer bem” e
entraram.
Lá havia uma cancela para não os deixar passar na qual se encontrava um
pacote de leite de guarda.
Tiveram que responder a uma questão sobre o motivo que os levou à terra
do crescer bem.
Ao longo do caminho perceberam que todos os alimentos falavam.
O primeiro desafio que encontraram, foi saber a importância de termos
uma alimentação variada.
Aprenderam que devemos comer de tudo um pouco para crescer bem.
Assistiram a um desfile de alimentos do grupo dos cereais, dos legumes,
das frutas, dos lacticínios, da carne, do peixe e dos ovos, das gorduras
e da água.
Os três amigos concluíram que todos os alimentos são importantes porque
têm qualidades diferentes que nos ajudam a crescer saudavelmente.
Bárbara Amaro
3. Ano Nº. 3
O Magusto na nossa Escola

Na quinta-feira, dia
12 de Novembro, realizámos o magusto na nossa escola.
As castanhas foram assadas na padaria do Bonfim e foi o professor
Emanuel que as trouxe para a escola, dentro de umas caixas de papelão.
Quando chegaram, foram postas numa mesa comprida no meio do salão.
Então, juntámo-nos todos á volta da mesa para comer as saborosas
castanhas acompanhadas de um delicioso sumo de laranja. Cantámos canções
relacionadas com as castanhas e com o dia de S. Martinho que tinha sido
no dia anterior.
Da parte da tarde, fizemos vários jogos muito engraçados e realizámos
uma estafeta em que o testemunho era uma castanha dentro de um copo.
Quem ganhou foram os meninos do 4 º ano, mas não admira porque eles eram
mais velhos.
No fim, os professores também competiram e a professora Madalena ganhou
mas foi desqualificada porque fez batota.
Passámos um dia muito divertido e foi um dos melhores magustos que já
realizámos nesta escola.
Elaborado por: Sara Duarte Gonçalves Costa – 3º Ano – Esc. Espírito
Santo - Guarda
O Outono
O
Verão despediu-se e abriu a porta ao Outono que queria entrar. O Outono
entrou de mansinho e com ele trouxe algumas nuvens.
O vento começa a soprar e as primeiras gotas de chuva caem sobre a terra
seca.
As folhas tornaram-se amarelas, vermelhas, castanhas, alaranjadas e caem
forrando o chão com um tapete colorido.
É o tempo de colher saborosos frutos: uvas, marmelos, figos, romãs,
castanhas…
No campo, fazem-se as vindimas e acendem-se as fogueiras para realizar
os tradicionais magustos. Com o Outono, também chega o frio e temos que
ir ao fundo do baú buscar a roupa quentinha para nos agasalharmos. Já
sabe bem acender a lareira.
O Outono é uma das mais belas e coloridas estações do ano.
Composição colectiva - 3ºano Turma: C20
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4º Ano
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Semana Europeia sem carros
A semana Europeia sem
carros é organizada por toda a Europa, em várias cidades e em dias
diferentes. Serve para melhorar a qualidade do ambiente, reduzindo a
poluição atmosférica e sonora.
Este ano de 2009, foi escolhido o dia 19 Setembro na cidade da Guarda.
Nesse dia o centro da cidade ficou sem trânsito e sem poluição. Todos
podiam caminhar a pé ou deslocar-se sem problemas com o movimento.
Este programa foi organizado pela Câmara Municipal, com actividades
muito diversificadas:
Havia carros de pedais, bicicletas, actividades desportivas (judo,
karaté, futebol, basquetebol…) insufláveis e animação na rua.
Foi um dia muito interessante.
“ Na Guarda guardo
o meu carro”
Encontro com a ilustradora Danuta

No dia 5 de Novembro,
as turmas do 3º e 4º anos foram à Biblioteca Rui de Pina na escola das
Lameirinhas para conhecer a ilustradora Danuta Wojcischouski.
Ela falou-nos dos seus desenhos, mostrou-nos a sequência de desenhos que
fazia até chegarem aos livros. Contou-nos também algumas histórias
passadas com ela e falou-nos dos livros que ilustou.
Nós fizemos perguntas para a conhecermos melhor: Ela disse-nos que
gostou muito de ilustrar o livro “ABC”; que gostava muito de desenhar
desenhos coloridos; e que gostava de ser pintora.
No final leu-nos a história “ O gato e o escuro”. Este livro falava de
um gato desobediente à mãe que ficou preto, pois foi castigo, depois de
desobedecer.
Nós gostámos de conhecer a ilustradora Danuta. Aprendemos que é muito
importante lermos, para sermos bons alunos.
Texto colectivo - 4º ano turma D21
Versos - A Nossa Escola
Nesta escola gosto
muito de andar
A contar e a rimar irei aprender
Brinco com os meus amigos
Quando adulta, não irei esquecer (Mafalda
Inês)
Gosto da escola.
Dos meus amigos para brincar
Mas na sala de aula
Tenho que estudar. (Raquel)
No intervalo vou
brincar
No recreio com os meus amigos
Na sala gosto de cantar,
De ler e também de estudar. (Isabel)
A escola é uma beleza
Há muita animação
Onde podemos brincar
E aprender com paixão (Inês)
Na minha escola
Todos os dias quero entrar
Para aprender
A estudar (Ana clara)
Na escola eu quero
brincar
Saltar, pular e contar,
Também vou aprender
A ler, a escrever e a jogar (Cláudio)
Na escola eu aprendo
A contar e a escrever
No intervalo vou brincar
Com os amigos, ate fartar. (Luís)
Vou à escola
Para aprender
E quando for adulta
Ser uma mulher a valer. (Bianca)
Tenho que me preparar
Quando vou para a escola
Pego na minha sacola
Para lá poder trabalhar (João)
Gosto da minha escola
Assim como ela é
Para poder crescer
E não ficar sempre bebé
(Ana Mafalda)
Eu adoro fazer jogos
Muitas brincadeiras.
A escola é um mundo,
Para não fazermos asneiras. (Carolina)
A escola é um sítio
Onde vamos aprender
A ler e a escrever
E assim podermos crescer (Pedro) |
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Boletim Informativo |
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Saiu mais um número do boletim informativo da Junta de Freguesia (nº20). Criado para informar o munícipe.
O boletim conta com varias secções, desde os passatempos ás noticias que mais nos interessam, é uma publicação trimestral de distribuição gratuita. Passe pela Junta de Freguesia e venha buscar já o seu. |
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Campo de Férias 2009 – À Medida Que Eu Te Conto, Vai Imaginando
No último mês de Agosto, a Junta de Freguesia de São Vicente, em
parceria com a Câmara Municipal da Guarda e com a Associação do
Bairro da Luz, proporcionou, a aproximadamente cento e vinte
crianças, umas férias diferentes e recheadas de bons momentos. É
de salientar que dezoito dessas crianças, pelo facto de terem
menos recursos financeiros, ficaram isentas de qualquer
pagamento, tendo sido este, suportado pelas três entidades
envolvidas neste projecto. O campo de férias, cuja essência,
está intimamente ligada às noções de cidadania, mobilidade e
flexibilidade, hospedou temáticas tão nobres como: a Aventura
Desportiva; a Aventura na Praia; a Aventura na Natureza; e a
Aventura Cultural.
As férias alteram as relações quotidianas das crianças com o
tempo e com o espaço. Contemporaneamente, os tempos livres
conquistaram estatuto de “aristocracia”, na medida, em que os
mesmos, podem metamorfosear-se em capital escolar. Nos campos de
férias pretende-se perfilhar um lazer pedagógico que procura,
incessantemente, não só incorporar e agregar valores
indicativos, como também fortificar as consciências críticas,
cívicas, criativas e inquiridoras. Neste sentido, podemos
afirmar que se procura, numa óptica social e educativa, o
aperfeiçoamento e a formação das crianças e dos jovens.
À acção de brincar, que é indumentada por características
instintivas e intermitentes, estão agremiadas algumas
“ambiências” como: as conexões sociais; a emoção; o gaúdio; a
naturalidade; a imaginação; a fantasia; a recreação; a troca de
experiências; e a liberdade de expressão. As crianças, nos
campos de férias, têm ao seu dispor uma empolgante diversidade
de actividades que lhes permitem conhecer e “ influenciar” um
número significativo de locais distintos. Constituirá
perpetuamente uma mais valia, para os jovens, a ocupação dos
tempos livres numa perspectiva de vinculação entre os campos de
férias e as actividades de cunho desportivo, social, educativo,
cultural e lúdico. O conhecimento, a descoberta, e o sentimento
de pertença pelas tradições e pelo património cultural, a par da
“vulgarização” do desporto, constituem um poderoso alicerce para
o desenvolvimento individual dos jovens. A “educação”, através
dos jogos e da consequente actividade física e lúdica, contribui
para a formação e o desenvolvimento da individualidade. Também
será importante “autenticar” certas particularidades das
crianças como o seu poder de imaginação e a sua criação. Será
então necessário fazermos um esforço para interpretarmos o mundo
a partir dos seus olhos.
Infelizmente, muitas vezes, as crianças têm poucas alternativas
à televisão e ao computador, todavia quando as presenteamos com
efectivas possibilidades de execução de tarefas fora de casa,
como no caso dos campos de férias, as mesmas respondem com um
contagiante sorriso.
Assistimos à cadência célere da globalização, na qual as rotinas
sedentárias, a institucionalização e a ansiedade emocional
influenciam e limitam visceralmente o desenvolvimento integral
das crianças e, paralelamente, o seu arquétipo de vida. Neste
contexto, os campos de férias proporcionam: um aperfeiçoamento
social através da “obtenção” das proficiências sociais, da
coadjuvação, da solidariedade, do sentimento de partilha, da
loquela, da solução de enigmas e da resolução de altercações; um
desenvolvimento emocional através da diminuição e gestão de
stress, do auto-controlo, da auto-aceitação, do comprometimento
e da responsabilidade; um desenvolvimento intelectivo, na medida
em que os mecanismos vivenciados, durante uma determinada
tarefa, facultam às crianças configurações intelectuais que
poderão ser utilizadas mais tarde noutros encadeamentos; e um
desenvolvimento físico através do divertimento e das capacidades
motoras.
Neste tipo de iniciativas também se foca o raciocínio da
sustentabilidade e funcionalidade ecológica, que realça o
princípio de que os ecossistemas são profundamente sensíveis às
metamorfoses na sua biodiversidade. Torna-se fundamental que as
nossas crianças, não só assimilem a perspectiva ética de que
todas as espécies cumprem uma função e que, por essa razão,
devem ser preservadas, como também terem a consciência de que os
recursos naturais são limitados, e que o seu uso pouco
“fundamentado” pode comprometer seriamente o desenvolvimento
sustentável e a própria humanidade. Fazer com que as crianças
conheçam o seu ambiente, será fulcral para que, as mesmas,
através dos seus actos, o possam harmonizar.
Neste campo de férias as crianças também tiveram contacto com
uma panóplia de produções culturais, como por exemplo o cinema e
os livros. Nesta matéria houve a preocupação de se averiguar
aquilo que as crianças pensam efectivamente dessas produções
culturais e, concomitantemente, tirar algumas conclusões sobre a
função, das mesmas, na educação das crianças. Neste entrecho,
podemos asseverar que é indispensável termos a noção de que as
produções culturais podem colaborar, em grande escala, para a
edificação de comportamentos estruturantes e de aprendizagens de
cariz científico, cultural e estético, modificando,
simultaneamente, essas mesmas existências e experiências, em
vivências culturais coloridas pelo paradigma da formação, da
educação e do conhecimento. Numa sociedade cada vez mais
ilusória e falaciosa, o labor pedagógico, procura as “tintas” da
leitura, da criação de imagens e da informação, para que as
crianças consigam interpretar e “pintar” a tela do “sujeito
cultural” e do “ sujeito plural”. Os jogos tradicionais que as
crianças tiveram oportunidade de “reacender”, podem ser
definidos como um conjunto de actividades de carácter recreativo
e cultural, difundidos, de geração em geração, através da
oralidade, da observação, da auscultação e da imitação. Estes
jogos também contribuíram significativamente para o
engrandecimento cognitivo através por exemplo: do encontro com
certos e determinados processamentos mentais; da aptidão na
interpretação e na apropriação de informação; da criação
discordante; das habilidades “manipulativas”; e da transposição
de óbices. Na prática dos jogos tradicionais, que fazem parte do
património cultural, está intrínseca a identidade cultural, a
coesão social, e a sensação de “propriedade” e de aproximação às
nossas memórias. Nesta perspectiva, a criatividade, a
naturalidade e a autonomia que os jogos tradicionais aconchegam
opõem-se, de certa forma, não só ao adestramento exclusivo,
organizado e altamente metodizado inerente a outras práticas
desportivas, como também à indispensabilidade de se conquistar o
máximo rendimento possível.
Os impulsionadores, mediadores da cultura e os dissemelhantes
espaços de produção cultural, como são os campos de férias, têm
a responsabilidade de aperfeiçoar e fomentar ambientes que
hospedem a criação, o sentimento de pertença, o conhecimento, a
sensibilidade, o significado, o respeito pelos outros, e a
rigorosa e saudável estruturação de novas “afinidades”. Os
campos de férias devem servir de ponto de equilíbrio entre a
cultura transmitida nas escolas, que muitas vezes é enfarpelada
de conteúdos e de significações anteriormente convencionadas, e
a cultura disseminada pelos meios de comunicação social que
teimam em mostrar cada vez mais precocemente o mundo
estereotipado às crianças.
A ida à praia também foi motivo de grande satisfação para as
crianças, sendo que algumas delas foram mesmo “conhecê-la”. A
musicalidade das ondas do mar, os fragores da natureza, o
sorriso do sol, o “bafejo” do vento, a imensidão de cores, e as
inúmeras e peculiares fragrâncias fazem com que a praia seja
sedutora e “desencaminhadora” para as crianças. Portanto, a
praia acomoda uma consonância perfeita de imagens e uma dinâmica
especial que são responsáveis por, a mesma, ter poucos ambientes
concorrentes.
As visitas aos museus, e ao intrínseco património, que as
crianças fizeram contribuiu para que o consumo cultural
albergasse as insígnias da autenticidade e da tradição. Os
museus cumprem uma função capital na fundação de consciências
pessoais, e no apreço à estruturação e representação de
identidades regionais e nacionais, proveniente do seu
posicionamento enquanto “utensílios” ideológicos e pedagógicos.
Estando bastante ligados a uma aprendizagem autónoma e
auto-administrada, o potencial educativo dos museus jamais pode
ser desperdiçado.
Sabendo que as exclusões sociais acarretam outras exclusões, e
os consequentes impactos ficam nas pessoas, nas instituições e
nas localidades, realço novamente a preocupação que estas três
ilustres entidades tiveram com a inclusão social dos mais
desfavorecidos. São este tipo de comportamentos que nos fazem
acreditar num mundo mais risonho, mais democrático, mais
igualitário, enfim, mais melodioso.
Alexandre
Gonçalves |
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Acção de Formação
Pós-Laboral
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Como tem vindo a suceder, esta Junta de Freguesia em parceria com o
I.E.F.P. da Guarda têm vindo a promover cursos pós-laboral para activos
e desempregados.
O
mês de Novembro iniciou três cursos dos quais os seguintes:
· Processamento
de Texto, que está a decorrer nas instalações do IEFP;
· Planificação
e Programação de Actividades, em funcionamento na sala Multiusos da
Junta de Freguesia de São Vicente;
· Pintura
a Óleo nas instalações do C.C.S.R. do Bairro da Luz.
Certificação: Sempre que o adulto conclua com aproveitamento a formação
é-lhe emitido um certificado que descrimina a formação de curta duração.
Subsidio: Os adultos que frequentam este cursos de formação têm direito
a uma bolsa diária de €4,21 correspondente ao subsídio de alimentação,
paga pelo I.E.F.P. da Guarda.
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Processador de Texto |
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Pintura a Óleo |
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Planificação e
Programação de Actividades |
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Junta de Freguesia
de S. Vicente - Desenvolvido por:
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