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:: Historial ::
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Descrição da Simbologia  |
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Escudo: campo de prata |
| Coroa Mural: de prata de três torres |
Listel: branco, com legenda a negro: "GUARDA - S.VICENTE" |
Bandeira: vermelha. Cordão e borlas de prata e vermelho. Haste e lança de ouro |
| Motivos: Corvos, Menorá e Estrela |
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Corvos:
Representam o orago e topónimo da freguesia: S. Vicente. |
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Menorá:
Representa passado histórico da freguesia, nomeadamente o Bairro da Judiaria. Um núcleo importante de judeus ter-se-á fixado na Guarda por volta do século XIII, atraído pela criação da feira de S. Francisco, em 1255; desse grupo faziam parte artesãos do couro, vindos de Salamanca, almocreves e paneiros. A área que a judiaria ocupava equivalia no século XV a um sétimo da superfície total da cidade, sendo habitada por mais de cem famílias. |
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Estrela:
Representa a localização da freguesia, que assenta nas abas da Serra da Estrela |
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Freguesia de S. Vicente  |
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População: +/- 13 500 habitantes
Actividades económicas: Lacticínios, têxteis, metalo-mecânicos, confecções, granito e mármores polidos
Feiras: Feira do Caroço (anual), feira de S. João (anual, 24 de Junho), feira de S. Francisco (anual, 4 de Outubro) e mercado quinzenal (l.ª e 3.ª quarta-feira de cada mês)
Festas e romarias: S. Vicente (1.ª quinzena de Setembro}, São Sebastião (20 de Janeiro) e Nossa Senhora do Mileu (15 de Agosto)
Património cultural e edificado: Igreja de S. Vicente, Capela de Nossa Senhora do Mileu, escavações romanas, judiaria no bairro de S. Vicente, chafariz da Dorna, porta do sol, porta d'el-Rei, porta da erva e calçada romana.
Gastronomia: Queijo da serra, enchidos, cabrito, bacalhau, filhós, etc.
Artesanato: Sapateiro, pintura em porcelana, trabalhos em madeira, bordados, etc.
Colectividades: Grupo Desportivo do Pinheiro e Grupo Desportivo do Mileu |
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S. Vicente é uma das três freguesias que constitui a cidade da
Guarda. Uma povoação com muita história, individualizada já nos
primeiros documentos escritos pós-fundação da Nacionalidade.
Referimos já anteriormente parte da sua história, comum no fundo a
toda a cidade.
Em jeito de “estória”, citemos um prosador da região, escritor de
viagens, e a sua descrição da história da freguesia de S. Vicente,
da Guarda: “Granítica e serrana, altiva como nenhuma, aí estás tu,
querida Guarda (trato-te por tu porque és daquelas que, mal se
conhecem, apetecem intimamente) sofrendo do mesmo mal que Elvas, na
rota dos indiferentes que demandam Castela (...)
Para já comecemos por entrar na intimidade da tua infância. E
talvez te lembres, na neblina das vagas recordações de nascença,
do castro de Tintinolho, dos teus lusitanos fugidos aos exércitos
de Júlio César...
Mas teu verdadeiro pai adoptivo foi D. Sancho I, nos finais do
século doze, trazendo-te gente e presenteando-te com o célebre
foral de 1199. Foi o primeiro amor, interpretado pela Ribeirinha.
(...) D. Afonso II e D. Sancho II também te amaram, trazendo-te a
confirmação do foral, em 1217 e 1220. E vem D. Dinis preso por ti
mal te conheceu, quando foi buscar a noiva a Trancoso e logo se
pôs a impor os “Costumes da Guarda”. |

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Mas teu verdadeiro pai adoptivo foi D. Sancho I, nos finais do
século doze, trazendo-te gente e presenteando-te com o célebre
foral de 1199. Foi o primeiro amor, interpretado pela Ribeirinha.
(...) D. Afonso II e D. Sancho II também te amaram, trazendo-te a
confirmação do foral, em 1217 e 1220. E vem D. Dinis preso por ti
mal te conheceu, quando foi buscar a noiva a Trancoso e logo se
pôs a impor os “Costumes da Guarda”. E D. Fernando a encher de
saúde os pulmões debilitados, e a encher-te de privações com as
guerras. (...) D. Afonso V trouxe-te as cortes e já estavas feita
mulher quando D. Manuel I te atribuiu foral novo, em 1510,
honrando o filho Fernando com o título de duque da Guarda”.
Do património edificado de S. Vicente, que a freguesia foi
religiosamente guardando ao longo dos séculos, destaca-se a igreja
matriz, consagrada exactamente ao orago da povoação. Construída em
finais do século XVIII pelo bispo D. Jerónimo de Carvalhal e
Silva, que lhe agregou a residência, ostenta um excelente brasão
daquele clérigo sobrepujando o pórtico principal. A fachada é
ladeada por duas torres sineiras. No interior, conjuga-se de forma
quase perfeita a talha barroca com os azulejos setecentistas
representando a vida de Cristo e da Sagrada Família e a Via-Sacra.
Na capela-mor, podem ver-se os símbolos da Paixão e a porta
policromada em "tromp d’oeil".
A pequena capela de Nossa Senhora do Mileu encontra-se à saída da
cidade, na estrada que se dirige para Vilar Formoso. Fazia parte
da via para Santiago de Compostela. É um pequeno templo românico
do século XI, muito simples, que apresenta na frontaria um portal
de arco de volta inteira encimado por uma rosácea. Nas paredes
laterais, pode ver-se um conjunto de cachorros, como é usual nas
igrejas deste estilo arquitectónico. É um templo de uma só nave, e
tem o arco triunfal de origem gótica, ao qual estão adjacentes
dois capitéis anteriores com figuração antropomórfica e
zoomórfica.
Referiu Sant’Anna Dionísio em relação a este pequeno templo: “Um
dos exemplares de mais recuada idade da arquitectura românica da
província. O interessante e humilde eremitério encontra-se ao
fundo, junto da estrada que desce da cidade para a estação de
caminho de ferro, a 3 quilómetros. Nordeste. A pé, pelo caminho
áspero, apenas 1, 5 quilómetros”.
Alguns historiadores pensam ter sido este templo erguido sobre um
outro de origem romana. Foi restaurada em 1954 pela Direcção Geral
dos Edifícios e Monumentos Nacionais, e foi nessa altura que se
encontrou um torso imperial romano do século II, hoje exposto no
Museu da Guarda. Nos seus estudos, Adriano Vasco Rodrigues revelou
ter sido um hippocaustum romano o edifício que se descobriu
aquando da abertura da Avenida da Estação, em 1951. Talvez fosse
ali a célebre cidade romana Lancia Oppidana de tão remota
tradição.
O Bairro da Judiaria ajuda a perceber-nos um pouco do que foi a
freguesia de S. Vicente no passado. Um núcleo importante de judeus
ter-se-á fixado na Guarda por volta do século XIII, atraído pela
criação da feira de S. Francisco, em 1255. Desse grupo faziam
parte artesãos do couro, vindos de Salamanca, almocreves e
paneiros. O centro cívico desta comunidade judaica funcionava
entre a porta d’el-rei e a cidadela do Torreão. A porta principal
da judiaria localizava-se em ponto estrategicamente ponderado,
que
isolava os judeus do resto da cidade. As suas portas encerravam à
noite, depois do toque das Trindades. A área que a judiaria
ocupava equivalia no século XV a um sétimo da superfície total
da cidade. Habitavam-na mais de cem famílias, a que corresponderia
uma população a rondar as seiscentas pessoas. Uma das casas que
constitui o bairro, classificada há alguns anos imóvel de
interesse público, é conhecida como a Casa do Babadão.
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S. Vicente, Mártir
(+ 304) |
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Vicente, um dos mais ilustres mártires da Igreja das Espanhas, e no qual visivelmente se manifestou a força da graça de Jesus Cristo, era natural de Huesca, e duma das mais distintas famílias do país. Desde menino foi entregue por seus pais à direcção de Valério, Bispo de Saragoça, que o formou na piedade e o fez instruir na ciência da religião e nas letras humanas.
Vicente aproveitou muito em pouco tempo, e por esta razão o santo Prelado ordenou-o de diácono da sua Igreja, encarregando-lhe o ministério da palavra, que ele não podia exercer em virtude da sua avançada idade. O Santo desempenhou este cargo com dignidade e felizes resultados, e como a sua pregação era muito eloquente em palavras e em obras, não só ensinava e fortalecia os fiéis, mas também convertia à fé grande número de pagãos.
Pelos fins do ano 303, que foi o princípio da perseguição que os imperadores Diocleciano e Maximiano moveram nas Espanhas, Daciano, governador da província de Tarragona, a cuja jurisdição pertenciam Saragoça e Valência, querendo assinalar o seu zelo e actividade em fazer cumprir os decretos imperiais, mandou prender Valério e Vicente. Ordenando que os conduzissem a Valência carregados de cadeias.
O governador ordenou esta crueldade, na esperança de que as fadi- gas do caminho e os maus tratos, que ordenou se lhes dessem durante a jornada, os desalentariam, ficando ele deste modo com a glória de ter vencido os dois maiores heróis cristãos que então havia em Espanha ficou, porém, tomado de espanto quando os viu, na sua presença, tão alegres e robustos como se nada tivessem padecido, apesar das diligências que se fizeram para os matar à fome em tão longa e penosa viagem. |
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Conjecturou Daciano que; para persuadir a homens daquele carácter, mais força teriam os bons modos do que a severidade e as ameaças. Nesta suposição dirigiu primeiro a palavra ao santo Bispo Valério, dizendo-lhe que a sua avançada idade estava pedindo algum descanso e as suas enfermidades precisavam duma velhice sossegada e tranquila; que tudo isto obteria, cumprindo as ordens dos Imperadores.
Voltando-se depois para Vicente, disse-lhe com afectada ternura; «Enquanto a ti, meu filho, estou certo de que não degenerarás da nobreza do teu sangue. Tens talentos e és nobre, circunstâncias que te fazem credor das honras que a generosidade dos Imperadores te quer fazer. És jovem, generoso, discreto, e podes esperar confiadamente todos os favores da fortuna, que se te apresenta cumulada de graças e venturas. Para as mereceres basta que abandones a religião de teus pais. Vem, meu filho, sujeita-te às ordens dos Imperadores e não te exponhas, por uma insensata obstinação, a uma prematura e afrontosa morte».
Valério tinha dificuldade em se exprimir e por isso ordenou a Vicente que respondesse. Tomando o Santo a palavra, falou a Daciano com valorosa intrepidez, declarando-lhe o baixo conceito que ambos, ele e Valério, faziam dos demónios transformados em deuses do Império, e concluiu:
«Não julgues que as ameaças de morte nos amedrontam ou que as desprezíveis honras da vida podem mover-nos a faltar às nossas obrigações; já hás-de ter compreendido que não há coisa tão estimável e deliciosa no mundo, que possa aproximar-se da consolação e da honra que teremos em morrer por leses Cristo».
Daciano, ofendido pela generosa liberdade do santo Diácono, contentou-se com desterrar Valério, e descarregou toda a sua cólera sobre Vicente. Ordenou aos verdugos que empregassem nele os tormentos mais cruéis e que mesmo inventassem os mais terríveis para vingar os deuses do ultraje que se lhes tinha feito. As ordens do Governador foram imediatamente executadas.
Estenderam-no sobre o cavalete, ligaram-no e começaram a estirar-lhe os pés e as mãos por meio desta horrível máquina e com tal violência que logo se ouviu o ruído produzido pela deslocação de todos os ossos.
Vendo o Tirano que o Santo estava alegre no meio daquele tormento, mandou que lhe rasgassem as espáduas e os lados com as unhas ou ganchos de ferro. Esta ordem foi executada com tal crueldade que dentro em breve ficaram a descoberto as costelas e até as vértebras.
Esperava o cruel Oaciano que o santo Mártir daria ao menos algum suspiro, ou deixaria correr alguma lágrima; porém o Senhor, querendo dar a entender aos homens que sabe perfeitamente, quando lhe apraz, adoçar as penas e os trabalhos que se padecem por seu amor, fez com que o Santo sofresse este segundo suplício com tanta constância e alegria, como tinha sofrido o primeiro.
Ficou confundido o Tirano ao ver aquela assombrosa tranquilidade, no meio das mais vivas dores; mas a sua cólera subiu de ponto quando ouviu o Santo desafiá-lo a que o fizesse padecer tudo quanto pudesse imaginar. Sabendo o Governador que as chagas, deixando-as esfriar, são mais dolorosas quando se tornam a abrir, mandou que novamente usassem das unhas de ferro e o acabassem de despedaçar. Esta ordem foi executada com tão inaudita crueldade, que, devido aos grandes pedaços de carne que arrancavam ao santo corpo, lhe puseram as entranhas a descoberto. O sangue corria em borbotões de todas as partes, o santo Mártir já não podia viver senão por milagre, segundo diz Santo Agostinho.
Compreendeu o Tirano que naquela constância estava oculta alguma coisa de sobrenatural e que jamais poderia vencer uma força tão superior à sua. Mandou então que cessassem os tormentos; mas não querendo mostrar-se vencido, pediu a Vicente gue ao menos lhe entregasse os livros sagrados, para ele os queimar ali mesmo, acrescentando que, se obedecesse a isto, mandaria cessar os tormentos.
Respondeu Vicente com modo brando, mas intrépido, que o fogo, com que Marciano ameaçava os livros santos, melhor se empregaria nele, Vicente, para completar o seu sacrifício nas chamas. «E também me vejo obrigado a prevenir-te, concluiu o invicto Mártir, que algum dia tu mesmo arderás por toda a eternidade no fogo do inferno, se não renuncias ao culto dos falsos deuses)).
Esta inesperada resposta levou Daciano ao cúmulo do desespero, e não podendo conter a sua cólera, mandou que imediatamente o estendessem sobre um leito de ferro candente e lhe aplicassem por todo o corpo ferros em brasa.
Renovou-se a alegria de Vicente à vista do novo suplício. Todo o seu gosto era passar duma cruz para outra. O leito de ferro era formado por umas grelhas, cujas barras abertas em forma de serra estavam eriçadas de puas agudas. Colocava-se este instrumento sobre carvões acesos, que os verdugos estavam continuamente avivando.
Todos estremeceram de horror quando viram aquele corpo preso às grelhas, a ser lentamente queimado pelas brasas. Como se aquele conjunto de tormentos não bastasse a causar-lhe dores agudíssimas e cruéis, cuidavam os algozes de as avivar, lançando sal nas feridas.
Permanecia Vicente imóvel, com os olhos fitos no céu e o semblante risonho, adorando e bendizendo sem cessar ao Senhor, naquela postura de imolação e de vítima. Como porém a mão de Deus se manifestava tão visivelmente no júbilo e constância do heróico Mártir, não podia permanecer, por muito tempo exposto ao público, um espectáculo que tanto desacreditava o culto dos ídolos.
Todos admiravam a força prodigiosa do padecente e até os próprios pagãos clamavam que aquilo não podia ser sem grande milagre; de sorte que Daciano se viu obrigado a ordenar que retirassem dali o santo Diácono. Encerraram-no em uma escura prisão, onde o estenderam sobre pedaços de ferro e fragmentos de barro, com severa proibição de se lhe dar o menor alimento ou o mais ligeiro alívio; mas o Senhor a tudo providenciou. Uma luz celestial veio dissipar as trevas da prisão e ao mesmo tempo derramou-se na alma daquele herói uma divina doçura, uma consolação deliciosa que o inundou de alegria. Desde logo ficou o Santo restituído à antiga robustez. O seu corpo exalava um cheiro suavíssimo que enchia de fragrância aquela masmorra hedionda; desceram a fazer-lhe companhia muitos espíritos angélicos e, juntos com o bem-aventurado Vicente, cantavam hinos de louvor ao Altíssimo. A prisão converteu-se num paraíso de delícios.
A fragrância, os cânticos e o resplendor encheram de admiração os guardas; porém o seu espanto subiu ao máximo grau, quando viram o grande herói perfeitamente curado, sem o mais leve indício dos tormentos. Não era fácil resistir a tantas maravilhas. O carcereiro abraçou imediatamente a fé cristã.
Ouvindo o feroz Daciano o que se passava, tomou uma resolução bem estranha. Ou fosse por despeito ou por desesperação, deu ordem para que sem demora tirassem o santo da enxovia, o recostassem ao leito mais brando e flácido que pudessem encontrar e que se cuidasse dele com todo o carinho, dando-lhe os alívios possíveis.
Sabida esta nova, de toda a parte afluíram os fiéis.
Mal porém colocaram Vicente sobre o leito que lhe estava preparado, como se este fora o maior dos seus tormentos, o grande herói exalou o derradeiro alento e a sua cândida alma voou para o céu a receber a coroa e o prémio das suas vitórias. Sucedeu isto no ano de 304.
Desesperado e fora de si, Daciano, ao ver-se vencido e confundido por aquele herói cristão, ordenou que o seu cadáver fosse arrastado para um lugar pantanoso, onde servisse de pasto às aves e às feras; mas Deus enviou um corvo que lhe fez sentinela, defendendo-o dos outros animais. Mandou então o tirano que o arrojassem ao alto mar, para o subtrair por este modo à devoção dos fiéis; porém, o Senhor, gue sabe zombar de todos os artifícios da prudência humana, conduziu o santo cadáver à praia, aonde os fiéis o foram secretamente buscar, dando-lhe sepultura, fora dos muros da cidade de Valência, no mesmo lugar em que hoje é venerado num sumptuoso templo.
S. Vicente é o principal padroeiro do patriarcado de Lisboa e da diocese de Faro.
Santos de cada dia – José Leite, S.j. |
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